Diabetes: o que é?
Quando consumimos um alimento, sua digestão ocorre no intestino e, então, é convertido em açúcar que vai para a corrente sanguínea. Neste sentido, o diabetes pode ocorrer tanto pela falta de produção de insulina (responsável pelo controle glicêmico no sangue), como pela incapacidade das células de "receber" a insulina, ocorrendo elevação em demasia da glicose sanguínea, ocasionando o processo de hiperglicemia.
Atualmente, o Brasil ocupa a 5a posição mundial em casos de diabetes. Geralmente, se não cuidado, o diabetes pode favorecer o desenvolvimento de outras patologias associadas, como, infarto do miocárdio, doenças renais, necrose e amputação de membros e problemas na visão.
Diabetes: Quais os tipos?
Está bem esclarecido que os principais tipos do diabetes são: tipo 1 e tipo 2. Além destas, o diabetes gestacional tem sido bastante investigado. Sabe-se que os casos do diabetes tipo 2 são infinitamente maiores que o tipo 1, em que, aproximadamente, a proporção é de 9 para 1. Veremos um pouco sobre estes dois tipos.
Diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1, ou diabetes insulinodependente, está relacionando principalmente como um fator de causa imunológica, mas também de causa genética e ambiental, e geralmente ocorre até a fase infanto-juvenil. Nesta forma do diabetes, as células específicas do pâncreas não conseguem produzir insulina, sendo necessária aplicações de injeções para regulação da glicemia sanguínea, a fim de evitar eventos de hiperglicemia.
Diabetes tipo 2
O diabetes tipo 2, ou diabetes não insulinodependente, está relacionado principalmente a hábitos de vida sedentários e má alimentação, além de fatores genéticos, facilitando a obesidade e desencadeando ambiente favorável para o desenvolvimento da doença. No diabetes tipo 2, as células do pâncreas produzem insulina de forma regular, porém, com os maus hábitos descritos acima, ocorre uma resistência a insulina, em que as células responsáveis por "receberem" a insulina, tornam-se incapazes de o fazer, ocasionando excesso de glicose sanguínea, favorecendo eventos de hiperglicemia.
Geralmente em pacientes magros diagnosticados com diabetes tipo 2, a causa é por deficiência na secreção de insulina. Já nos pacientes obesos, a causa geralmente é por resistência a insulina.
Geralmente em pacientes magros diagnosticados com diabetes tipo 2, a causa é por deficiência na secreção de insulina. Já nos pacientes obesos, a causa geralmente é por resistência a insulina.
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| Características do diabetes tipo 1 e 2 |
Diabetes gestacional
É a elevação da glicose sanguínea no período da gestação devido as alterações hormonais e metabólicas. Dados apontam que mais de 7% das gestantes apresentam casos de diabetes. Geralmente apresenta-se por volta do segundo trimestre até o final da gestação. Na maioria do casos, logo ao fim da gestação o diabetes desaparece, mas o ideal é sempre manter uma boa alimentação desde o começo até o fim do período.Diabetes: Sinais e sintomas
O diabetes pode demorar para se manifestar de forma rápida, principalmente em adultos. Geralmente os sinais e sintomas dependem dos eventos de hiperglicemia, e por isso, é importante que você fique atendo (a) a alguns sinais que seu corpo apresenta. Os principais sinais e sintomas característicos da doença são:
- Hiperglicemia
- visão turva
- Aumento do volume urinário (poliuria)
- Urina com elevado nível de açucar
- sede intensa (polidpsia)
- fome excessiva (polifagia)
- perda de peso inexplicável, fraqueza e cansaço
- infecções na pele
- alterações renais ou neurológicas
A hiperglicemia não tratada, pode desenvolver uma condição chamada cetoacidose diabética, que tem como alguns sintomas:
- falta de ar
- boca seca
- náuseas e vômitos
- respiração com cheiro característico "tipo adocicado"
- aumento da diurese
Outro fator importante a se considerar é o efeito hipoglicêmico, que diz respeito ao baixo nível glicêmico do sangue. Alguns dos sinais de Hipoglicemia são:
- "zumbido" nos ouvidos
- tontura ou vertigem
- visão embaçada
- tremores nas mãos
- náuseas
- fala incompreensível
- sudorese
- formigamento nas mãos ou língua
Outro fator importante a se considerar é o efeito hipoglicêmico, que diz respeito ao baixo nível glicêmico do sangue. Alguns dos sinais de Hipoglicemia são:
- "zumbido" nos ouvidos
- tontura ou vertigem
- visão embaçada
- tremores nas mãos
- náuseas
- fala incompreensível
- sudorese
- formigamento nas mãos ou língua
Se você tem alguns destes sinais e sintomas, vale a pena procurar um médico e realizar exames laboratoriais para comprovar ou não o diagnóstico clínico.
Diabetes: Diagnóstico
Diagnosticado alguns dos sintomas descritos acima, o ideal é corroborar estes sinais com os exames laboratoriais. Neste caso, os exames se apresentam de duas formas:
- Glicemia (principal exame): jejum de 8-12 horas
- Teste de tolerância a glicose (GTT): 2 horas após ingestão de 75g de glicose oral, ou 1,75g por kg
Os resultados são comparados a um protocolo pré estabelecido, em que:
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| Tabela de referência para diagnóstico do diabetes |
Caso o resultado dos exames confirme a presença do diabetes, você deverá adequar-se a um novo estilo de vida mais saudável, com boa alimentação e atividade física regular.
Tenho diabetes: O que faço agora?
Bom, se você não herdou geneticamente ou sofre de algum distúrbio imunológico, seu diabetes provavelmente foi adquirido provavelmente por hábitos de vida não tão saudáveis. O ideal agora é que você corra atrás do tempo perdido, mude seus hábitos antigos, e mantenha sua vida normalmente como qualquer outra pessoa.
Tenho diabetes: Como adequar minha vida e diminuir os efeitos da doença?
Se você é diagnosticado com diabetes tipo 1:
- Insulinoterapia
- Planejamento alimentar específico
- Atividade física regular
Se você é diagnosticado com diabetes tipo 2:
- Medicamentos orais, caso seja necessário
- Planejamento alimentar específico
- Atividade física regular
Tenho diabetes: Qual a minha dieta adequada?
Como o diabetes se caracteriza pelas altas quantidades de açúcar no sangue, seja pela incapacidade de produção de insulina, ou pela resistência da sua captação, a ideia é evitar dieta com grandes quantidades de gordura, açúcar e certos tipos de carboidratos, afim de não descompensar a terapia medicamentosa, nem aumentar seus depósitos de gordura corporal que prejudique ainda mais a resistência a insulina.
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| Dieta no diabetes |
Alguns tipos de alimentos que devem ser evitados são:
- Doces
- açúcar
- Gordura
- Refrigerantes
- Massas e pães comuns
- Carnes gordas
- Condimentos
- Enlatados
Alguns alimentos que devem ser priorizados são:
- Carboidratos integrais: Pães, massas ou arroz
- Frutas
- Sucos naturais
- Óleo vegetal
- Carnes vermelhas magras e carnes brancas (cuidado com a pele)
- Adoçante (cuidado com a quantidade)
- Laticínios frescos (atenção aos teores de gordura)
- Consumo de vitaminas e minerais benéficos ao organismo (veja aqui um estudo)
Dieta: Dicas para diabetes
- Consulte uma nutricionista especializada
- Consulte seu médico regularmente
- Atenção a combinação do cardápio para não aumentar os níveis de glicemia
- Se for fumante, trate de largar o cigarro (fatores cardíacos)
Tenho diabetes: Qual atividade física posso praticar?
A atividade física para controle do diabetes segue a mesma linha das pessoas sem a doença em um aspecto: Se você é iniciante, comece devagar e vá aumentando o nível de acordo com a sua prática e as respostas que seu corpo lhe dá.
O primordial é que você seja acompanhando em conjunto pelo seu médico, nutricionista e educador físico.
Isto porque a atividade física irá interferir nos seus níveis glicêmicos, sendo indispensável a medição constante, regulação e readaptação das doses de insulina (caso você faça o tratamento) de acordo com os efeitos que a atividade lhe causará. Com isto, as chances de ocorrerem eventos de hiper ou hipoglicemia durante ou após a atividade física serão reduzidos.
Exercícios de força e aeróbicos são recomendados lembrando que deve ser adequado as suas condições fisiológicas e a seu grau de experiência). A ideia é a redução do excesso de gordura corporal, melhoria dos controles glicêmicos, manutenção da massa muscular, aumento de metabolismo, e principalmente, redução dos riscos de doenças secundárias.
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| Atividade física no diabetes |
Benefícios esperados da atividade física para indivíduos com diabetes
- Melhoria do perfil metabólico
- Prevenir ou retardar as complicações secundárias do diabetes
- melhoria da captação de glicose durante e após a atividade física
- Aumento do gasto energético, com redução de gordura e aumento de massa muscular
- Aumento da sensibilidade a insulina
- Aumento de força, equilíbrio, coordenação e parâmetros cardiovasculares e cardiopulmonares
- Melhoria da circulação
- Redução do colesterol
- redução das doses de insulina
- Redução ou descontinuação (em alguns casos) dos medicamentos orais
Dicas para diabetes e atividade física
- Consulte seu médico e nutricionista regularmente
- Mantenha seu tratamento medicamentoso adequado
- Alimente-se regularmente e adequadamente
- Apresente antes do início da atividade física o laudo médico (afim de verificar se possui problemas associados, como, doença arterial, retinopatia, nefropatia, ou, neuropatia, e assim planejar de forma adequada seu programa de atividade física)
- Seja acompanhando por um educador físico especializado
- Pratique atividade regularmente
- Exija uma avaliação completa, do pé a cabeça
- Mantenha-se motivado e questione quando você pode avançar para o próximo estágio
- Intensidade do exercício (podem ocorrer eventos de hipo ou hiperglicemia durante ou após a atividade física)
Cuide-se. Lembre-se que apesar de você poder viver normalmente com a doença, a falta de cuidados pode levar a diversas outras complicações.
Cuidar do corpo é cuidar da Vida.



